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End of Road

Ilha do Pessegueiro, Porto Covô

Artistic Landscape

Não. Não foi um pintor que pintou este quadro. Mas poderia ter sido imaginado por um pintor. Poderia também ter sido num país distante. Mas foi aqui bem pertinho. No nosso Portugal, que tantos têm vergonha de mostrar. Poderia ter sido qualquer um. Mas fui eu quem pegou na máquina e fotografou.

A window to reality

Uma janela para a realidade. Uma realidade heterogénia de Natureza e destruição. Uma janela fria. Uma janela transparente como o ar. Uma realidade que não queremos que seja real, ou queremos? Poderá a Natureza e a destruição ser um casamento perfeito? Bom e mau. Quente e frio. Homem e mulher. Terra e mar. Equilibrio. Se não houvesse destruição haveria equilibrio?

The old wooden gate

O velho portão de madeira. Por ele entraram e saíram muitas pessoas, muitas almas. Sentiu o Verão quente e o Inverno gelado. Nele bateram em chamamento. Impede os maus visitantes e libera os bons. O velho portão de madeira que poderia ser qualquer um coração.

Wait place

O ser humano passa o tempo a esperar. Esperar pelo autocarro, esperar que chegue a hora, esperar por sol, esperar por um acontecimento. Esperar por alguém. Esperar pela espera. Quem espera desespera, mas quem espera sempre alcança. Quando? Quanto tempo tenho de esperar? Todos estão á espera, pois o ser humano passa o tempo a esperar, e uma espera vai alcançar sem desesperar. A sua morte.

Uma visão de neve

Um passeio pelo interior. Um pedaço de neve aqui, outro ali. Sem dar conta, um monte coberto. Sem pensar, sem planear, sem hesitar. Tiro a minha máquina e capto o que vejo para vos fazer sentir como se estivessem lá.

Alone

Porque a pior coisa que nos pode acontecer é ficar sós. Sem uma companhia. Sem um ouvido para nos ouvir. Sem uma boca para nos falar. Sem uns olhos para nos ver. Sem uma alma para podermos sentir.

Things of day-by-day

Nem toda a gente repara nos simples objectos que nos rodeiam e que eles fazem imagens inspiradoras. Aqui esta um bom exemplo de que uma simples chavena de café e uma mesa de esplanada se podem transformar numa foto fantastica.

The blue Boat

Por vezes atracamos o nosso barco e deixamos que somente a água que por debaixo dele passa o faça mexer. Depois uma corrente bem forte o faz mexer violentamente até se partir a cordar e leva o nosso barco ao sabor da corrente, sem destino, sem propósito, sem objectivo, apenas com aquela leveza percorrendo margens até que alguém o segure bem forte e o prenda ou então até que bata em algo e se destroi. Mas o mais importante é que nós por vezes temos o poder de controlar a corrente que leva o nosso barco, metafóricamente, a nossa vida.

Malmequer

Mal-me-quer. Bem-me-quer. O jogo de infância que todos faziamos. O jogo que gostariamos que fosse interno. O jogo que todos nós fazemos sem o malmequer. O jogo onde os caminhos são as pétalas e o que sobra é a alma.

City

Uma mistura de cores, de sexos, de etnias, de raças, de nacionalidades, de culturas, de tradições, de gostos, de paixões, de amores, de vidas. É assim que as cidades se movimentam.

Price of freedom


A liberdade de um pássaro é infinita. Poder voar sobre cidades e campos, sobre rios e oceanos, sentir o vento e a paz do céu. Mas, como a liberdade tem o seu preço, respirar a poluição que todos nós fazemos para sermos livres.

Nature way

Traços. Caminho. Podemos percorrer por caminhas fantásticos e deslumbrantes neste planeta. A Natureza bela existe onde o Homem tanta não tocar. Porque o Homem tem tendência a estragar imagens como esta. Eu registei este momento para eu sentir que existe quando chegar o momento de isto não existir.

Junkyard

Ferro velho. Será um amontuado lixo que enchem as passagens do futuro. Ou uma fonte de reutilização? Arte. Eu vejo arte neste pedaço de destroços distribuidos aleatóriamente ao acaso. Arte de o velho se tornar novo. Como todos queriam que fosse na vida.

Think

Uma imagem desfocada. Um pensar desfocado. Uma vida desfocada. Sozinhos com os nossos pensamentos podemos ser tudo e tudo ser nosso. Pensar no que seremos. Pensar no que somos. Pensar. Pensar no que iremos ser. Podemos ser uma imagem desfocada da sociedade ou a sociedade uma imagem desfocada de nós próprios. Não interessa ver para além da imagem. Não queremos descobrir o que já descobrimos. Descobrir o que vamos ser. Uma imagem desfocada que ninguém se vai interessar. Uma imagem de memória. Mas memória é passado e o futuro é depois de hoje. Hoje. Hoje é um presente. Amanhã é uma imagem que eremos focar.

Cold

Está quase a fazer dois anos que tirei esta foto. Foi uma viagem marcante a um lugar maravilhoso. Lindo. Serão umas férias que não irei esquecer. Assim como as pessoas que fizeram parte dela. Pessoas que me aqueceram de amizade perante tanto frio. Pessoas que ficarei eternamente agradecido pelo conforto que me deram. Obrigado.

Yellow Vespa

Carismáticas. As Vespas. Marcaram uma época e agora marcam uma tradiçao.

The red bike

A bicicleta vermelha que eu vi esta manhã. As imagens perfeitas estão sempre no nosso caminho. Só precisamos de olhar com atenção. Vê. Observa. Elas fluiem diante de ti. Só necessitas de as perceber. Peguei na minha pequena camera e fiz esta grande imagem de que me orgulho. Invade-me a alma de paixão.

Arc

Arcos que sustentam tectos. Tectos que nos cobrem. Tectos que nos protegem. A nossa vida também tem arcos. Invisíveis . Arcos que sustetam tudo de mau que nos acontece. Protegem. Até não poder mais.

Forms

Formas. Formas que formam a nossa vida. Formas que deformam a nossa vida. Contradição. Sim. Repetição. Formas idênticas. Formas semelhantes. Formas iguais. Excesso de formas. Mundo formado por si. Mundo deformado por nós. Formas que criamos. Formas de que somos criados. Excesso sonântico da palavra formas. Mas sem formas este texto não era formado. Irreverente. Cansativo. Descanso.

Landscape of destruiction

Por vezes, o que parece ser um cenário de guerra, é na verdade uma paisagem feita pelo o Homem. Paisagem que não resistiu à sua beleza. Paisagem de destruição. Outrora um marco, hoje um amontuado de cimento e pedro. Inacabado. Ferido. Feio. Beleza aos meus olhos. Beleza que me chamou a atenção que fez pegar na minha camera e registar esta passagem numa paisagem de destruição.

Hot colors

Cores quentes. Dias frios. Cores que nos aquecem o olhar. Cores que nos alegram. Cores. Que era de nós sem elas?

Unknow way

Caminho pelo desconhecido. A vida. Partimos de um local e percorremos caminhos sem olhar. Apenas sentimos o que o caminho nos dá para sentir. Destino. Será que existe? Será que o caminho já esta traçado como se de um GPS se tratasse? Não. Não existe destino, nem existe a nossa decisão. É o caminho que nos escolhe. É o caminho que nos leva. É o caminho que faz ver sem olhar. Cinco sentidos se guiam á descoberta. Um sentimento nos leva. A curiosidade de descobrir onde vamos parar.

The boy of red guitar

O rapaz da guitarra vermelha. Partiu do mesmo sítio que eu parti. Percorreu o mesmo caminho que eu percorri. Chegou ao mesmo destino que eu cheguei. Mas no entanto, em todo este percurso, ambos tiveram pensamentos diferentes, objectivos diferentes. visões diferentes. Vidas diferentes.

Old doors

Passamos toda a vida por elas. Portas. Abrir uma porta é mais que um gesto comum. Abrir uma porta significa a passagem de sitio para o outro. Uma aventura de descobrir o que atrás dela está. Descobrir. Descobrir o ela esconde. Descobrir o que ela nos dá. Fechamos a porta. Fechamos os horizontes. Fechamos o possível regresso do novo mundo onde entramos. Portas. Portas velhas. Portas velhas que estão desgastadas de tanta passagem. Cansadas de tantas mãos. Cansadas de tanto bater. Portas que deram alegrias e tristezas pela sua passagem. Portas velhas. Portas. Elas são muito mais do que um objecto comum. Por isso, deixa sempre uma porta aberta.

Trip on life

Estação da Granja, Gaia - Fábio FerreiraA vida é uma viagem. Percorremos mundos e culturas em busca de motivação. Inovamos. Aprendemos. Aprendemos o erro. Erro que inovamos. Erro que erramos em errar. Crescemos com o real e vivemos a fantasia de ser real onde o real parece ser um sonho. Inevitávelmente somos obrigados a crescer. A ver o mundo tal como ele é. A sofrer pelo mundo ser como é. Sorrindo como nós somos. Olhar o outro e compreender o seu ser. Compreender a sua alma. Compreender a sua mente. Ama-lo. Amar pelo o ódio que não sentem por nós. Ódia-lo. Odiar o seu falso amar. Odiar aqueles que desistem da viagem de amar. Evitar transformar o ódio em raiva e violência. Uma viagem pela vida. Uma estação antes da morte. Estação terminal cheia de recordações. Sensações. Aromas e paladares. Recordar os trilhos. Recordar. Viver. Viver esta passagem pela vida. A vida é uma viagem, e eu, quero vive-la.

Little is giant

O pequeno é gigante visto de perto. Pedemos ser calcados. Podemos ser derrubados. Podemos ser sacudidos. Mas no final, seremos sempre grandes. Chegamos ao céu. Vemos horizontes. Fascinamos olhares.

What's this?

A fotografia é algo que não se explica, compreende-se. O que vês nesta fotografia? Sim. Diz-me qual é a primeira coisa que pensas quando vês esta fotografia. Madeira azul? Mas a madeira não é azul, poderá ser? Flavos de mel? Mas os flavos não são azuis, são amarelos. Então, o que será tão azul? Que é isto? Fecha os olhos. Pensa numa coisa que ames fazer. Agora abre. Sabes o que vês? Uma coisa que eu amo fazer. Fotografia.

Mensagem de Fábio Ferreira

Agradeço a todos os meus seguidores e leitores do blog. Obrigado por verem a minha visão, lerem os meus pensamentos. O simplesmente olhar. Em cada click que faço é em voçês que penso.
Esta foto é um trabalho pessoal para o meu book.
A interessados em fazerem um book, faço-o com todo o prazer. Assim como qualquer outro trabalho fotográfico. Basta enviar um mail para ffphotos@netcabo.pt

The sky is the limit

O céu é o limite. Para ti, que choras pela perda de uma asa que te foi roubada, de uma maneira crua e má, sem sensibilidade, digo que tu consegues ir até ao céu e passar o limite, tu consegues porque tu és a melhor. Tens a força do teu acreditar, a força do teu espírito e a força do teu olhar. Olhar único. Olhar que ninguém vê com olhos de quem sabe olhar. A ti, que choras, usa as lágrimas como catalizador de um grande futuro, mostra ao mundo o que vales, mostra ao mundo o que és. Mostra-te. Revela-te.

Architecture


Arquitectura. O que dá a alma a um edificio. A mãe. Se existe é porque alguém criou. E a visão destes criadores é sempre magnífica, seja ela simples ou complexa, contemporânea ou tradicional.

Trash & Art


Lixo. Deixado conscientemente. Abandonado estúpidamente. Apreciado fotograficamente, existindo ou não esta palavra. Para mim existe, porque para mim tudo tem a sua beleza, a sua alma, o seu rosto. Terá este lixo ficado aqui prepositadamente? Chamar atenção da sua simplicidade complexa. Lixo. Arte. Fundem-se num só ser. Ser que por si reciclado. Reciclado numa visão profunda e intuitiva que implicitamente faz-nos pensar que embora seja belo, não é saudável para aquela que nos proteje e dá a vida. Terra. Inferno para aqueles que querem que ela seja um Paraíso.

Small pleasures of life

Pequenos prazeres da vida. A vida é cheia deles. Respirar fundo. Sentir uma breve brisa. O cheiro de alguém que acabou de passar. O último gole de Coca-Cola. O último toque numa despedida. O último pedaçinho de chocolate. A mensagem daquela pessoa especial. O Sol acabado de descobrir das nuvens. O sorriso de alguém. O olhar de alguém. O meu prazer... fotografar. Olhar aquilo que todos olham mas não vêm. Sentir o que os outros sentem mas não amam. Amar os objectos. Sentir que tudo pode ser fotografado. Ver que tudo é belo. E como qualquer prazer da vida, fazer um "click".

Upper life

Subir na vida. Sim. Toda a gente quer. Crescer descendo? Sim. É possivel. Podemos crescer ao descer na vida. Podemos aprender errando. Podemos. Sim, podemos. Mas, não será tarde demais quando aprendemos tudo na vida? Será útil? Eu queria já saber como viver, como ultrapassar, umas das piores fases que me surge. Como o fazer? Como curar esta ferida aberta por uma guerra invísel que outros iniciaram? Quero viver mas o espírito está a morrer. Quero lutar, quero vencer, sozinho, com ajuda, de qualquer maneira. Quero vencer esta guerra. Quero olhar para o fim de umas escadas e ver-me grande, ver uma pessoa que venceu a dificuldade. Venceu a guerra iniciada por outros. Ver. Ver para além da sombra. Ver e mostrar. Ver e transmitir. Contar. Dizer. Espalhar. Publicar neste blog para que toda a gente saiba que estou mal, mas vou vencer, vou mostrar que o caminho não se faz sonhando, mas sim lutando.


A little color to life

Um pouco de cor à vida era o que eu precisava. É com dificuldade e com pouca cor que vivo a minha vida. Penso que o dia de amanhã será melhor, mas afinal, não é. Estou numa rua a descer, uma rua sem fim e o que eu mais procuro é um atalho que me leve a uma subida, mas que esta não seja, de novo, o ínicio para uma grande descida, muito maior do que a anterior.
Queria um azul para pintar o céu e fazer desaparecer o cinzento. Queria um verde para pintar a relva e deitar-me nela feliz. Queria um amarelo para pintar o Sol para sentir o calor a percorrer em mim. Queria o vermelho para pintar o meu sangue e voltar a viver. Queria. Mas nem tudo é querer. Tenho de lutar. Lutar pelo um balde de tinta. Um balde com um custo elevado. Um balde que para o pagar tenho de escolher um caminho de dois. Mas, até agora esses caminhos têm sido sempre a subir. Qual será o meu fim?

Reflex

Reflexo. A única igual á sua igualdade. Nada é igual. Nada. Mas será que o reflexo o é? Será que aquilo que vemos é realmente o que os nossos olhos acreditam ver?

Summer now

Mais um Verão passou. Para trás ficam as recordações de um périodo excêntrico e marcante. O toque da areia, o som das ondas, o paladar dos gelados, as gargalhadas com os amigos, as saídas à noite e um todo conjunto de bons momentos.

A place in the sun

Um lugar ao Sol. Todos o procuram. Todos o encontram. Mas nem todos têm Sol.