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Sandra Rocha

MODELO: Sandra Rocha

Sem Direcção

"Por vezes a nossa vida fica como sem direcção." Fábio Ferreira, Chaves

End of Road

Ilha do Pessegueiro, Porto Covô

Artistic Landscape

Não. Não foi um pintor que pintou este quadro. Mas poderia ter sido imaginado por um pintor. Poderia também ter sido num país distante. Mas foi aqui bem pertinho. No nosso Portugal, que tantos têm vergonha de mostrar. Poderia ter sido qualquer um. Mas fui eu quem pegou na máquina e fotografou.

A window to reality

Uma janela para a realidade. Uma realidade heterogénia de Natureza e destruição. Uma janela fria. Uma janela transparente como o ar. Uma realidade que não queremos que seja real, ou queremos? Poderá a Natureza e a destruição ser um casamento perfeito? Bom e mau. Quente e frio. Homem e mulher. Terra e mar. Equilibrio. Se não houvesse destruição haveria equilibrio?

The old wooden gate

O velho portão de madeira. Por ele entraram e saíram muitas pessoas, muitas almas. Sentiu o Verão quente e o Inverno gelado. Nele bateram em chamamento. Impede os maus visitantes e libera os bons. O velho portão de madeira que poderia ser qualquer um coração.

Wait place

O ser humano passa o tempo a esperar. Esperar pelo autocarro, esperar que chegue a hora, esperar por sol, esperar por um acontecimento. Esperar por alguém. Esperar pela espera. Quem espera desespera, mas quem espera sempre alcança. Quando? Quanto tempo tenho de esperar? Todos estão á espera, pois o ser humano passa o tempo a esperar, e uma espera vai alcançar sem desesperar. A sua morte.

Uma visão de neve

Um passeio pelo interior. Um pedaço de neve aqui, outro ali. Sem dar conta, um monte coberto. Sem pensar, sem planear, sem hesitar. Tiro a minha máquina e capto o que vejo para vos fazer sentir como se estivessem lá.

Alone

Porque a pior coisa que nos pode acontecer é ficar sós. Sem uma companhia. Sem um ouvido para nos ouvir. Sem uma boca para nos falar. Sem uns olhos para nos ver. Sem uma alma para podermos sentir.

Things of day-by-day

Nem toda a gente repara nos simples objectos que nos rodeiam e que eles fazem imagens inspiradoras. Aqui esta um bom exemplo de que uma simples chavena de café e uma mesa de esplanada se podem transformar numa foto fantastica.

The blue Boat

Por vezes atracamos o nosso barco e deixamos que somente a água que por debaixo dele passa o faça mexer. Depois uma corrente bem forte o faz mexer violentamente até se partir a cordar e leva o nosso barco ao sabor da corrente, sem destino, sem propósito, sem objectivo, apenas com aquela leveza percorrendo margens até que alguém o segure bem forte e o prenda ou então até que bata em algo e se destroi. Mas o mais importante é que nós por vezes temos o poder de controlar a corrente que leva o nosso barco, metafóricamente, a nossa vida.

Malmequer

Mal-me-quer. Bem-me-quer. O jogo de infância que todos faziamos. O jogo que gostariamos que fosse interno. O jogo que todos nós fazemos sem o malmequer. O jogo onde os caminhos são as pétalas e o que sobra é a alma.

City

Uma mistura de cores, de sexos, de etnias, de raças, de nacionalidades, de culturas, de tradições, de gostos, de paixões, de amores, de vidas. É assim que as cidades se movimentam.

Price of freedom


A liberdade de um pássaro é infinita. Poder voar sobre cidades e campos, sobre rios e oceanos, sentir o vento e a paz do céu. Mas, como a liberdade tem o seu preço, respirar a poluição que todos nós fazemos para sermos livres.

Nature way

Traços. Caminho. Podemos percorrer por caminhas fantásticos e deslumbrantes neste planeta. A Natureza bela existe onde o Homem tanta não tocar. Porque o Homem tem tendência a estragar imagens como esta. Eu registei este momento para eu sentir que existe quando chegar o momento de isto não existir.

Junkyard

Ferro velho. Será um amontuado lixo que enchem as passagens do futuro. Ou uma fonte de reutilização? Arte. Eu vejo arte neste pedaço de destroços distribuidos aleatóriamente ao acaso. Arte de o velho se tornar novo. Como todos queriam que fosse na vida.

Think

Uma imagem desfocada. Um pensar desfocado. Uma vida desfocada. Sozinhos com os nossos pensamentos podemos ser tudo e tudo ser nosso. Pensar no que seremos. Pensar no que somos. Pensar. Pensar no que iremos ser. Podemos ser uma imagem desfocada da sociedade ou a sociedade uma imagem desfocada de nós próprios. Não interessa ver para além da imagem. Não queremos descobrir o que já descobrimos. Descobrir o que vamos ser. Uma imagem desfocada que ninguém se vai interessar. Uma imagem de memória. Mas memória é passado e o futuro é depois de hoje. Hoje. Hoje é um presente. Amanhã é uma imagem que eremos focar.

Cold

Está quase a fazer dois anos que tirei esta foto. Foi uma viagem marcante a um lugar maravilhoso. Lindo. Serão umas férias que não irei esquecer. Assim como as pessoas que fizeram parte dela. Pessoas que me aqueceram de amizade perante tanto frio. Pessoas que ficarei eternamente agradecido pelo conforto que me deram. Obrigado.

Yellow Vespa

Carismáticas. As Vespas. Marcaram uma época e agora marcam uma tradiçao.

The red bike

A bicicleta vermelha que eu vi esta manhã. As imagens perfeitas estão sempre no nosso caminho. Só precisamos de olhar com atenção. Vê. Observa. Elas fluiem diante de ti. Só necessitas de as perceber. Peguei na minha pequena camera e fiz esta grande imagem de que me orgulho. Invade-me a alma de paixão.

Arc

Arcos que sustentam tectos. Tectos que nos cobrem. Tectos que nos protegem. A nossa vida também tem arcos. Invisíveis . Arcos que sustetam tudo de mau que nos acontece. Protegem. Até não poder mais.

Forms

Formas. Formas que formam a nossa vida. Formas que deformam a nossa vida. Contradição. Sim. Repetição. Formas idênticas. Formas semelhantes. Formas iguais. Excesso de formas. Mundo formado por si. Mundo deformado por nós. Formas que criamos. Formas de que somos criados. Excesso sonântico da palavra formas. Mas sem formas este texto não era formado. Irreverente. Cansativo. Descanso.

Landscape of destruiction

Por vezes, o que parece ser um cenário de guerra, é na verdade uma paisagem feita pelo o Homem. Paisagem que não resistiu à sua beleza. Paisagem de destruição. Outrora um marco, hoje um amontuado de cimento e pedro. Inacabado. Ferido. Feio. Beleza aos meus olhos. Beleza que me chamou a atenção que fez pegar na minha camera e registar esta passagem numa paisagem de destruição.

Hot colors

Cores quentes. Dias frios. Cores que nos aquecem o olhar. Cores que nos alegram. Cores. Que era de nós sem elas?

Unknow way

Caminho pelo desconhecido. A vida. Partimos de um local e percorremos caminhos sem olhar. Apenas sentimos o que o caminho nos dá para sentir. Destino. Será que existe? Será que o caminho já esta traçado como se de um GPS se tratasse? Não. Não existe destino, nem existe a nossa decisão. É o caminho que nos escolhe. É o caminho que nos leva. É o caminho que faz ver sem olhar. Cinco sentidos se guiam á descoberta. Um sentimento nos leva. A curiosidade de descobrir onde vamos parar.

The boy of red guitar

O rapaz da guitarra vermelha. Partiu do mesmo sítio que eu parti. Percorreu o mesmo caminho que eu percorri. Chegou ao mesmo destino que eu cheguei. Mas no entanto, em todo este percurso, ambos tiveram pensamentos diferentes, objectivos diferentes. visões diferentes. Vidas diferentes.

Old doors

Passamos toda a vida por elas. Portas. Abrir uma porta é mais que um gesto comum. Abrir uma porta significa a passagem de sitio para o outro. Uma aventura de descobrir o que atrás dela está. Descobrir. Descobrir o ela esconde. Descobrir o que ela nos dá. Fechamos a porta. Fechamos os horizontes. Fechamos o possível regresso do novo mundo onde entramos. Portas. Portas velhas. Portas velhas que estão desgastadas de tanta passagem. Cansadas de tantas mãos. Cansadas de tanto bater. Portas que deram alegrias e tristezas pela sua passagem. Portas velhas. Portas. Elas são muito mais do que um objecto comum. Por isso, deixa sempre uma porta aberta.